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Mahatma Gandhi

Nas negociações que culminaram com a declaração da independência da Índia, em 15 de agosto de 1947, estava presente Mohandas Karamchand Gandhi, chamado Mahatma ("grande alma"). Nascido em Porbandar, em 1869, Gandhi cursou direito na Inglaterra. Em 1893, transferiu-se para a África do Sul, onde permaneceu durante 20 anos, defendendo a causa dos hindus emigrados e a idéia de que o bem-estar individual depende da felicidade coletiva.

Advogado, exerceu a profissão na África do Sul, onde se envolveu na luta pela defesa dos direitos fundamentais dos imigrantes indianos. Em 1914 regressou ao seu país depois da I Guerra Mundial e iniciou um movimento de resistência pacífica invocando a satyagraha (‘abraço da verdade’, em sânscrito) contra a Grã-Bretanha. Gandhi incitou os hindus a apoiarem a Inglaterra, acreditando nas promessas de independência. Quando o Parlamento aprovou, em 1919, as leis Rowaltt, que concediam às autoridades coloniais britânicas poderes de estado de emergência para fazer frente às denominadas atividades subversivas, o movimento se estendeu por toda a Índia. Em 1920 Gandhi empreendeu a campanha organizada de não cooperação.

A independência econômica foi o ponto culminante da luta swaraj (‘auto-governo’, em sânscrito) de Gandhi, que implicava um boicote completo dos produtos britânicos. Propôs estimular o renascimento dos processos artesanais. Converteu-se em símbolo internacional de uma Índia livre. Levava uma vida espiritual e ascética de um pregador, praticando o jejum e a meditação. Os indianos o veneravam como santo e começaram a chamá-lo de Mahatma (‘alma grande’, em sânscrito). A defesa que fez da não violência era a expressão de uma forma de vida implícita no hinduísmo.

Em 1921 o Congresso Nacional Indiano, que liderou o movimento de independência, outorgou-lhe autoridade executiva plena, incluído o direito de designar o próprio sucessor. Uma série de revoltas levaram-no a admitir o fracasso da campanha de desobediência civil.

Apesar da repressão violenta feita pela Inglaterra, a causa da Independência ganhou força. Em 1932, Gandhi foi preso novamente. Quando conseguiu a liberdade, empreendeu uma luta contra a marginalização dos "párias". Com isso, obteve a oposição dos sacerdotes de outras castas. Em 1934 abandonou formalmente a política e foi substituído como dirigente máximo do Partido do Congresso por Jawaharlal Nehru. Sucedeu-se novo período de prisão, de 1942 a 1944, que o abalou profundamente: sua mulher, Kasturbai, encarcerada com ele, não resistiu e morreu. Então, pressionado pelos partidos Trabalhistas e Liberal, o governo resolveu libertá-lo.

Em 1944 a luta pela independência da Índia estava em sua última fase. O governo britânico havia concordado em conceder a independência com a condição de que os grupos nacionalistas rivais, a Liga Muçulmana e o Partido do Congresso, resolvessem suas diferenças. Embora contra a divisão da Índia, Gandhi terminou aprovando-a. Índia e Paquistão se tornaram dois estados independentes em 1947. Apesar de velho e enfraquecidos por numerosos jejuns, continuou seu papel de pacificador, pregando a reconciliação, de cidade em cidade. Em 1948 foi assassinado por um membro de um grupo extremista hindu.

Mahatma Gandhi participou das negociações de libertação da Índia em 1947, mas assistiu contrariado à secessão do Paquistão e ao desencadeamento das hostilidades entre hindus e muçulmanos.  Gandhi foi assassinado em janeiro de 1948, em Nova Delhi, por um membro de um grupo extremista hindu.