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Graciliano Ramos

 

Graciliano Ramos é considerado um dos mais importantes escritores do moderno romance brasileiro. Nasceu em Quebrângulo, Alagoas, em 1982. Filho de comerciante, viveu em cidades do interior do seu Estado natal e em Pernambuco. Não chegou a concluir os estudos. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1914, onde trabalhou em um jornal. No ano seguinte, entretanto, retornou a Alagoas, indo instalar-se em Palmeira dos Índios. Aí, além de comerciante, colaborou no seminário O Índio. Foi também presidente da junta escolar e, mais tarde, prefeito municipal. Nesse período concluiu o seu primeiro romance, Caetés (1933). Após renunciar à Prefeitura mudou-se para Maceió, onde permaneceu até o ano seguinte. Retornando a Palmeira dos Índios fundou uma escola e concluiu outro romance, São Bernardo (1934).

Em 1936, devido a suas posições políticas contrárias à ditadura vigente, Graciliano foi preso e deportado para o Rio de Janeiro. Aí passou um ano encarcerado. Solto, permaneceu no Rio de Janeiro, onde fixou definitivamente residência e se dedica à imprensa. Após a queda da ditadura Vargas, 1945, Graciliano ingressou no Partido Comunista. Em 1952 visita a União Soviética e a Checoslováquia. Nesse mesmo ano foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Faleceu no Rio de Janeiro em 1953.

A obra de Graciliano Ramos foi toda ela feita após observação e vivência. Utiliza-se de uma linguagem concisa, seca, reduzida ao essencial, sintética, sem prejuízo de clareza. Esclarece Nelly Novais Coelho que "a sua obra, pensada em particular ou em conjunto, nos dá a sensação de coisa pesada, opressiva ainda que lúcida; em perfeita coerência com a natureza, analista e desconfiada do autor, moldado como foi pelo meio e uma educação cheios de violência, ignorância, incompreensão e injustiças". Vidas Secas é, em geral, considerada sua obra-prima, colocada entre uma das mais notáveis de todo o Modernismo e mesmo de toda a literatura brasileira.

A preocupação com os problemas sociais do povo brasileiro, especialmente do nordestino, foi sempre traço marcante de sua obra. Nela se encontra magnífico retrato do sofrimento e da situação do povo pobre do Nordeste. Seus romances mais importantes, além de São Bernardo, são Angústia (1936) e Vidas Secas (1938). Graciliano escreveu também memórias — Infância (1945) e Memórias do Cárcere (1955) — e livros infantis — A Terra do Meninos Pelados (1941) e Histórias de Alexandre (1944). Publicou ainda contos e crônicas. Suas obras têm sido largamente difundidas no exterior, traduzidas para diversas línguas.

São Bernardo e Vidas secas transformaram-se em filmes dirigidos, respectivamente, por Leon Hirzmman e Nelson Pereira dos Santos.