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Reino Animalia III: Artrópodes e Anelídeos

 

1. Artrópodes: o grupo mais numeroso

Os artrópodos (do grego arthron, ‘articulação’, e podos, ‘pés’) abrangem invertebrados bilatérios, celomados, segmentados, portadores de apêndices locomotores articulados em número de par.

Os artrópodes, são dotados da patas articuladas. Constituem o mais vasto grupo zoológico. Compreendem os insetos ¾ como piolho, mosca, borboleta, ¾ , os crustáceos ¾ como camarão, siri, lagosta ¾ , os aracnídeos ¾ como aranha, escorpião ¾ , os quilópodes ¾ como centopéia ou lacraia ¾ , e os diplópodes ¾ como embuá ou piolho-de-cobra.

A aquisição de membros articulados, além de outros aprimoramentos que a Natureza concedeu a esses animais, talvez justifique grandemente a sua imensa proliferação, bem como a adaptação que sofreram a quase todos os ambientes terrestres. As patas articuladas foram gradativamente especializadas para andar, correr, saltar, nadar, segurar presas e alimentos, copular, transportar ovos, defender-se, cavar buracos etc. A prova indiscutível de que os artrópodes constituem o grupo mais bem sucedido de todos os animais já aparecidos na Terra é o seu número extraordinário, não só de espécies como de indivíduos. O filo Arthropoda é o mais numeroso dentre todos no reino Metazoa (mais de 800 mil espécies).

As características dos artrópodes

1.2. As classes dos artrópodes

Os artrópodos compreendem cinco classes principais: os insetos, os crustáceos, os aracnídeos, os quilópodos e diplópodos.

 

 

 

Insecta

Crustacea

Arachnida

Chilopoda

Diplopoda

Habitat principal

Terrestre

água salgada ou doce

terrestre

terrestre

terrestre

Asas

Ausentes, um par e dois pares

ausentes

ausentes

ausentes

ausentes

Divisão do corpo

cabeça, tórax e abdome

cefalotórax e abdome

cefalotórax e abdome

cabeça e tronco

cabeça, tórax e abdome

Número de patas

seis

variável

oito

muitas: um par em cada anel

muitas: dois pares em cada anel

Antenas

um par

dois pares

ausentes

um par

um par

Respiração

traqueal

branquial

pulmotraqueal

traqueal

traqueal

Exemplos

barata, pulga, cupim

caranguejo, craca, camarão

aranhas, carrapatos

centopéias ou lacraias

Embuá ou piolho-de-cobra

2. Os insetos

    Os insetos são os animais mais bem sucedidos da Natureza. São os mais numerosos e sofreram adaptações aos mais diversos ambientes e aos mais diferentes meios de vida. Existem espécies aquáticas (exceto no mar), terrestres, voadoras, não voadoras, cavadoras de buracos no solo algumas coisas, como cupins, formigas e abelhas, outras vivem sobre plantas ou animais em decomposição, dos quais extraem os alimentos, há espécies predadoras e espécies parasitas (hematófagas, como pulgas, mosquitos e percevejos), existem aquelas que transmitem doenças, e há até as que se desenvolvem nos tecidos de plantas e de animais, causando nestes últimos o berne ou bicheira (miíase).

2.1. As principais características

2.2. Morfologia externa

O exoesqueleto protéico contendo quitina é formado pela camada mais externa da epiderme. Pela sua natureza rígida, oferece uma razoável proteção ao animal contra predadores e perda excessiva de água. Assim, periodicamente, há necessidade de substituição daquela espécie de "armadura" por outra maior. O animal se despoja do seu exoesqueleto (que, já largado no ambiente, recebe o nome de exúvia), expande-se como num "desafogo" e, imediatamente, reinicia a atual dimensão. Esse fenômeno é chamado muda ou ecdise e tem o seu mecanismo controlado pelas glândulas protorácicas.

A cabeça é o centro sensorial do animal. Nela estão localizados seus principais órgãos dos sentidos: as antenas e os olhos. As antenas são órgãos quimiorreceptores, que apresentam também as funções olfativas e tácteis.

Os olhos podem ser ocelos (distinguem a luz e a sombra, porém não formam imagens) ou olhos compostos (facetados, formados por mais de 2 500 pequenas unidades chamadas omatídeos, que se dispõem radiadamente formando um globo grande).

O tórax é o centro locomotor dos insetos. É formado por três segmentos: protórax, mesotórax e metatórax, com um par de patas por segmento. Cada pata é constituída pelos seguintes artículos: coxa, trocanter, fêmur, tíbia e tarso.

As asas são estruturas vivas ligadas ao tórax (meso e metatórax), mas não são membros verdadeiros e sim uma expansão lateral do tegumento. Em suas nervuras passam vasos, traquéias e lacunas sangüíneas.

Os tipos de asa são:

O abdome é o centro de nutrição dos insetos, desprovido de apêndices e com uma segmentação nítida. Os últimos segmentos são transformados, revelando adaptações para a copulação e a postura de ovos. Existem abertura das traquéias, denominadas espiráculos ou estigmas, localizadas lateralmente. Em alguns, existe um aguilhão ou ferrão injetor de substância irritante, de efeito muito doloroso ou mesmo paralisante sobre pequenos animais.

2.3. Sistema Digestivo

É do tipo completo e dividi-se em três partes: anterior (estomodeu) de origem ectodérmica; médio (mesodeu) de origem mesodérmica e posterior (proctodeu) de origem ectodérmica.

O Estomodeu e o Proctodeu têm revestimento quitinoso.

Possui boca, faringe, esôfago, papo, moela, estômago, intestino, ânus, e como órgãos anexos, as glândulas salivares.

O aparelho bucal é adaptado ao tipo de alimentação do animal, podendo ser triturador (gafanhoto, besouro, barata), sugador, em forma de tromba ou probóscida (borboletas), picador-sugador (mosquitos, pulgas) e sugador-lambedor (moscas).

2.4. Sistema digestivo

O sistema nervoso dos insetos compõe-se de gânglios, sendo que os localizados na cabeça se fundem para formar uma espécie de "cérebro". Há dupla rede de gânglios que se dispõem ventralmente ao longo do corpo. Por isso, dizemos que o sistema nervoso dos insetos é ventral, em contraste com os animais superiores (vertebrados), cujo sistema nervoso tem um cordão longitudinal dorsal, representado pela medula raqueana.

2.5. Sistema Sensorial

A visão dos insetos (olhos simples e compostos) distingue cores até ultravioleta; a sensibilidade auditiva é percebida pelos pêlos e órgão cordotonais das patas; a sensibilidade olfativa situa-se nas antenas; a sensibilidade gustativa está nos palpos bucais e a sensibilidade táctil em cerdas de apêndices.

2.6. Reprodução

Quanto à reprodução, os insetos são dióicos (unissexuados), podendo ou não ocorrer dimorfismo sexual (macho diferente da fêmea). A fecundação é interna, São quase todos ovíparos. Certas moscas e os pulgões são vivíparos. Quanto ao desenvolvimento, classificam-se em:

A forma adulta dos insetos recebe o nome de imago. Chama-se larva a forma jovem muito diferente do imago. A ninfa é a forma jovem dos insetos hemimetábolos (um pouco parecida com imago). Pupa é a forma intermediária entre larva e o imago nos holometábolos (do grego holo, ‘todo’, ‘tudo’, e metabole, ‘mudança’). A muda, nos insetos, é desencadeada pelo hormônio ecdisona, cuja produção é estimulada pelos hormônios cerebrais. Existe, entretanto, um outro hormônio — hormônio juvenil — que impede a transformação da larva em pupa, ou desta em imago. Para que a metamorfose ocorra é necessário que a taxa de hormônio juvenil na hemolinfa seja muito pequena ou nula. Caso contrário, o animal realiza a muda, mas passa apenas de uma fase da larva para outra fase de larva.

2.7. Sistemática

Os insetos se distribuem em numerosa ordens, algumas das quais estão mostradas na figura seguinte.

TISANUROS

(Ametábolos e apterigotas, isto é, sem asas mesmo embrionariamente. Traças ou lepismas.)

ANOPLUROS

(Piolhos. Embrionariamente com asas. Podem transmitir i tifo exantemático ou febre das trincheiras)

SUCTÓRIOS OU SIFONÁPTEROS

(Pulgas e bichos-de-pé. Parasitas. Podem transmitir diversas doenças como a peste bubônica.)

HEMÍPTEROS

(Percevejos. Alguns são fitófagos. Os hemetófagos podem transmitir moléstias como a doença de Chagas.)

 

CORRODÊNTIOS

(Piolhos-de-livros. Minúsculos e inofensivos

 

DÍPTEROS

(Somente moscas e mosquitos. Muitos sãos hematófagos e transmitem doenças, como a malária, a febre amarela, a filariose, o dengue.)

 

ISÓPTEROS

(Cupins ou térmitas, divididos em castas: rainhas, reis, soldados e operários. Alguns possuem asas, mas depois as perdem.)

 

HIMENÓPTEROS

(Formigas, abelhas e vespas. Maioria de vida social, dividindo-se em castas; alguns com asas.)

 

LEPIDÓPTEROS

(Borboletas e mariposas; as primeiras, de hábitos diurnos, as últimas de hábitos noturnos.)

 

HOMÓPTEROS

(Cigarras e pulgões. Podem ser nocivos às plantas.)

 

ORTÓPTEROS

(Louva-a-deus, gafanhotos, grilos, baratas, bichos-de-pau; alguns atacam as plantas, outros corroem alimentos e roupas.)

 

COLEÓPTEROS

(Besouros, vagalumes, joaninhas. Alguns são hospedeiros intermediários de vermes.)

 

A classe insecta subdivide-se nas subclasses Apterygota e Pterygota. A primeira abrange os insetos que não desenvolvem qualquer rudimento de asa, mesmo embrionariamente. Das ordens aqui citadas, somente a dos tisanuros se inclui neste caso. Todas as outras compreendem insetos pterigotas, isto é, dotadas de asas, se não durante a vida inteira, pelo menos numa fase dela.

2.8. Os insetos e o ser humano: aspectos positivos e negativos

Aspectos positivos:

Aspectos negativos:

 

3. Os crustáceos

Os crustáceos (do latim crusta, ‘crosta’) são artrópodos caracterizados principalmente pelo corpo protegido por uma crosta formada pelo espesso exoesqueleto quitinoso (casca de camarão), a qual ainda é freqüentemente impregnada de sais calcários (casca de siri). Durante a muda para o crescimento, os crustáceos largam a sua crosta e, durante um certo período, apresentam-se desprotegidos. É o que se observa com o popular "siri mole", encontrado nas praias ou escondido nas pedras.

Estes artrópodos apresentam grande diversidade de formas e tamanhos.

3.1. Características principais

3.2. Morfologia externa

A Cabeça é formada pela fusão de 5 segmentos, cada um deles com 1 par de apêndices bifurcados. Há 2 pares de antenas (tetráceros), 1 par de mandíbulas e 2 pares de maxilas.

O Tórax apresenta segmentos com número variável, podendo estar fundidos ou não. Seus apêndices são divididos em dois grupos, Maxilípedes e Pereiópodes. Os Maxilípedes servem para a apresentação de alimento e ainda funcionam como elementos tácteis, quimioreceptores e respiratórios. Os Pereiópodes, ou patas locomotoras, formam nos primeiros segmentos, a pinça ou quela, usada para ataque ou defesa.

No Abdômen, os segmentos não são fundidos e seus apêndices são: Pleiópodes e Urópodes. Os Pleiópodes são natatórios e, nos machos, o primeiro par é transformado em órgão copulador; os Urópodes são chamados também natatórios, formados por lâminas alargadas, que nas fêmeas, protegem os ovos. O último segmento é o Telson.

3.3. Sistema Digestivo

É completo e a digestão é extra-celular. É comum a existência de um estômago mastigador: o molimete-gástrico. Nos crustáceos mais simples (microcrustáceos) há eficientes mecanismos de filtragem de água para a coleta de nutrientes e de organismos do fitoplâncton.

3.4. Sistema Sensorial

Os órgão sensoriais são bem desenvolvidos. Os olhos podem ser simples ou compostos, sésseis ou pedunculados. Os olhos compostos são formados por muitas unidades, os omatídeos.

Há órgãos de equilíbrio, os estatocistos, na base das antenas e órgão tácteis e olfativos, especialmente na região da cabeça.

3.5. Reprodução

A maioria é unissexuada e as aberturas genitais encontram-se na parte ventral.

Há o diformismo sexual e a fecundação é interna. Nos microcrustáceos é comum a Partenogênese. Há muitas larvas e a mais simples é Nauplio, com apenas 3 pares de patas. Nos crustáceos superiores, além dessas, há também protozoé, zoé e míssis.

3.6. Habitat

São animais predominantemente aquáticos, marinhos e dulcícolas. Podem viver na areia das faixas litorâneas (caranguejo), em terra úmida(tatuzinho-de-jardim), e algumas espécies, como as cracas, vivem fixas às richas, pilares de pontes, cascos de navios, etc.

3.7. Sistemática

A classe dos Crustáceos, com cerca de 25.000 espécies, apresenta dois grupos: Entomocrustáceos (primitivos) e Malacrustáceos (evoluídos).

Entomocrustáceos são crustáceos inferiores, geralmente microscópicos.

Sub Classe 1

Braquiopoda: microscópicos, quase todos de água doce, adaptados à natação. Ex.: Daphnia pulex, a pulga d’água.

Sub Classe 2

Copepoda: também microscópicos, com muitos representantes parasitas de peixe. Ex.: Cyclops sp — vetor do Botriocéfalo e Filária de Medina.

Sub Classe 3

Ostracoides: organismos com o corpo protegido por uma "concha" bivalve, que encerra também a cabeça. Vivem em água doce e no mar. Ex.: Eucypris sp.

Sub Classe 4

Cirripedia: são animais fixos e protegidos por uma carapaça calcária, vivem em ambiente marinho, cobrindo rochas, madeira de cais, cascos de navios, carapaças de siris, lagostas, moluscos e até a pele de cetáceos. Ex.: Mitella e Balanus, as cracas.

Sub Classe 5

Malascrostaca: são crustáceos evoluídos, todos macroscópicos. Dividem-se em três ordens: Isopoda, Amphipoda e Decapoda.

Ordem 1

Isopoda: têm o corpo comprimido dorso-ventralmente. Ex.: Armadillidium sp (tatuzinho-de-jardim) e Ligia sp (baratinha-da-praia).

Ordem 2

Amphipoda: têm corpo comprimido lateralmente, vivem na água salgada e raramente na água doce. Ex.: Gammarus; Caprella e Hyalela.

Ordem 3

Decapoda: é constituída de organismos lateralmente comprimidos ou achatados, o abdômen em geral é maior que o cefalotórax. Alguns vivem em água doce; poucos são terrestres, a maioria é de ambiente marinho. Ex.: Crangon; Penaeus – camarão; Panulirus – lagosta; Pagurus – eremita (vive em concha de caramujos); Cancer – caranguejo comestível; Callinectes – siri comestível.

3.8. Diferenciação entre siri e caranguejo

Callinectes danae

Caranguejo

Cefalotórax quadrado, trapezóide ou arredondado.

O último par de patas não é transformado em remos

Cardisoma guanhumi

Siri

Cefalotórax elíptico com a margem anterior denteada.

Tem o último par de patas transformadas em remos

3.9. Importância dos crustáceos

Dois aspectos de importância básica, fonte de alimento e equilíbrio biológico em ecossistemas aquáticos.

 

4. Os aracnídeos

Esta classe compreende artrópodes corretamente confundidos com os insetos. Mas distinguem-se deles nitidamente pela divisão do corpo, pelo número de patas e pela ausência de antenas, além de outros detalhes que veremos a seguir. Como aracnídeos, são englobados as aranhas, os escorpiões, os carrapatos, os pseudo-escorpiões e os opilões.

4.1. Principais características

4.2. Sistemática

Os Aracnídeos têm aproximadamente 30.000 espécies e as principais ordens são:

Araneídeos

Escorpinídeos

Acarinos

Pseudos-escorpionídeos

Opiliões

4.3. Sistema Digestivo

É do tipo completo e a digestão é extra-celular e extra-intestinal, nas aranhas, onde seus sucos digestivos são injetados no corpo das presas (local onde é feita a digestão do animal).

A aranha não devora uma presa, pois apenas pode absorver líquidos. Injeta-lhe saliva e depois aspira o líquido resultante da digestão dos órgãos da presa.

4.4. Sistema Circulatório

A circulação é lacunar e o coração é dorsal no abdome. O "sangue" é formado por um plasma, contendo amebócitos e hemocianina como pigmento respiratório. É comum chamar a hemolinfa o líquido circulatório dos artrópodes.

4.5. Sistema Excretor

A excreção é feita por um par de Tubos de Malpighi, ramificados, e ainda um ou dois pares de glândulas coxais situadas no assoalho do cefalotórax (excretam por ductos que se abrem entre as pernas).

4.6. Sistema Nervoso

Apresentam um cérebro, ligado por um anel nervoso a uma cadeia ganglionar ventral, semelhante aos insetos.

4.7. Sistema Sensorial

Como órgão visuais há os ocelos, com função táctil, há os pedipalpos e há células quimioreceptores nos apêndices.

4.8. Reprodução

São animais de sexos separados, com diformismo sexual e fecundação interna. Nas aranhas o macho utiliza o pedipalpo como o órgão copulador. São ovíparos e vivíparos (escorpiões). Possuem desenvolvimento direto. Há partenogênese em alguns ácaros.

 

5. Quilópodes

 

 

Diferenciação entre quilópodes e diplópodes

Quilópodes

Diplópodes

Apresentam movimentos rápidos

São carnívoros

Têm um par de antenas longas

Produzem veneno

Dotados de patas longas

Incapazes de enrolar-se

Corpo mais achatado

Menor número de segmentos

Apresentam movimentos lentos

São herbívoros

Têm um par de antenas curtas

Não produzem veneno

Dotados de patas curtas

Capazes de enrolar-se em espiral

Corpo mais circular

Maior número de segmentos

6. Diplópodes

 

2. Anelídeos — Vermes Segmentados (Filo Annelida)

Encontrados em ambiente terrestre, marinho e dulcícola, os anelídeos são vermes de corpo alongado, cilíndrico e dividido em anéis, ou metâmeros.

Só os anelídeos e um grupo de moluscos (os cefalópodos) representam os únicos invertebrados de circulação fechada.

A metameria apresenta-se tanto externa como internamente.

As características dos anelídeos:

Locomoção e classes dos anelídeos

Dotados de cerdas quitinosas, que, expandindo-se e retraindo-se, conferem, respectivamente, aspecto liso e áspero ao animal. Esses movimentos das cerdas, associados à ação muscular e nervosa, participam do mecanismo locomotor.

Três classes dividem os anelídeos de acordo com a presença ou não de cerdas:

Respiração

A maioria tem respiração cutânea, isto é, as trocas gasosas entre o organismo e o meio são efetuadas através da pele. Mas alguns representantes aquáticos respiram através de brânquias.

Os anelídeos possuem um sistema circulatório cujo sangue, deslocando-se por um sistema fechado de vasos, contém pigmentos respiratórios dissolvidos no plasma.

Digestão e excreção

Sistema digestivo completo, com boca e ânus.

A excreção é realizada por nefrídias (tubos que retiram os produtos finais do metabolismo diretamente do celoma e, em parte, do sangue, lançando-os ao exterior por orifícios na parede corporal). Há um par de nefrídias em cada segmento do corpo.

Reprodução

Alguns poliquetas fazem reprodução assexuada por esquizogênese (fragmentação do corpo com desenvolvimento de cada pedaço em um novo indivíduos. Mais comumente, há reprodução sexuada. Os oligoquetas são hermafroditas de fecundação cruzada.

As minhocas possuem uma dilatação sobre os 14.º, 15.º e 16.º anéis, chamada citelo, que tem participação no ato da reprodução sexuada.

O clitelo produz um casulo, dentro qual são eliminados os óvulos maduros. O casulo, desliga-se do clitelo e desloca-se para a extremidade anterior, ali, recebendo espermatozóides de outra , ocorre a fecundação dos óvulos. Apesar de hermafrodita, a minhoca realiza fecundação cruzada. Após a fecundação, o casulo separa-se do corpo. Em seu interior, os óvulos fecundados se desenvolvem e originam minhocas jovens sem estágio larval, o que caracteriza o que se chama de desenvolvimento direto