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Os rebanhos brasileiros

Bovinos

O Brasil, com um total de mais de 154 milhões de cabeças, está entre os primeiros criadores mundiais.

O crescimento da bovinocultura é estimulado pela ampliação do mercado interno e pelo aumento da demanda internacional. Todavia, esse crescimento é mais de ordem numérica que qualitativa.

O Centro-Oeste foi a região em que a bovinocultura teve o crescimento mais expressivo nas últimas décadas, favorecido pela natureza do cerrado. O Norte tem mais dificuldades, mesmo assim o número de bovinos vem aumentando muito.

No Centro-Sul, o crescimento é acompanhado de melhoria de qualidade. Nas regiões Sul e principalmente Sudeste, a pecuária leiteira ganha cada vez mais espaço.

Quanto à distribuição regional do rebanho brasileiro, destacam-se o Centro-Oeste (31,6%), o Sudeste (23,5%), o Nordeste (17,5%) e o Sul (16,4%).

Suínos

A suinocultura é o segundo rebanho do país, cresceu lentamente nas últimas décadas em relação a bovinocultura.

Contudo na região Sul, tem-se obtido uma significativa melhoria na qualidade dos animais. Ao mesmo tempo, a antiga criação do porco-banha, foi substituída pela criação de raças destinadas à produção de carne. A suinocultura desenvolveu-se com a instalação de frigoríficos na região e a criação tornou-se comercial.

Além dos três estados sulinos, que são os maiores criadores, a suinocultura tem grande destaque em Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

Ovinos

A ovinocultura é praticada em grande escala no Rio Grande do Sul, onde as condições são as mais favoráveis do país. A criação é associada com a pecuária de corte na Campanha.

Outros rebanhos

Embora considerados secundários em termos nacionais, assumem importância regional, como os caprinos, os assininos e os muares no Nordeste, e os eqüinos nas áreas tradicionais de pecuária.

Aves

A partir da década de 1960, a criação de aves desenvolveu-se muito.

A criação deixou de ser uma atividade de "fundo de quintal" e assumiu um caráter comercial. Com isso, a produção de carnes e ovos cresceu substancialmente.

 

O espaço agrário em transformação

As recentes transformações do espaço agrário brasileiro são representadas principalmente pela modernização das atividades e pela ampliação das fronteiras agrícolas.

Apesar da ampliação da área total ocupada por estabelecimentos rurais em relação à superfície do país, pode-se dizer que o território brasileiro ainda é subaproveitado, pois a metade dele não está incorporada à economia nacional.

Na Europa e nos Estados Unidos, as transformações do espaço agrário estiveram ligadas às novas imposições do capitalismo monopolista no início do século. No Brasil, essa fase do capitalismo desenvolveu-se somente após a década de 1950. Além de tornar a agricultura grande consumidora de produtos industriais, passaram a adquirir terras e investir capital também no campo.

O Estado tornou-se um importante agente econômico, regulamentando o mercado de trabalho, incentivando a expansão das grandes indústrias.

Diversas medidas governamenntais estimularam a modernização da agropecuária brasileira, tais como:

A expansão intensiva da agropecuária

As áreas de expansão intensiva concentram-se principalmente no Centro-Sul do país.

Já na década de 1970 as regiões Sudeste e Sul caracterizavam-se por um grande aproveitamento da superfície agrícola, apresentando elevados índices de mecanização. Os pioneiros da modernização agrícola foram São Paulo e Rio Grande do Sul. A partir do final da década a mecanização foi-se ampliando para outras regiões.

No Centro-Oeste, a agricultura brasileira incorporou extensas áreas de cerrado no planalto Central, onde a topografia plana favorece a mecanização. O problema do uso desses insumos modernos é a ameaça que eles podem representar ao equilíbrio do meio ambiente, por conterem substâncias tóxicas. As mesmas substâncias podem causar o envenenamento das pessoas que com elas trabalham, além de comprometer a própria saúde dos consumidores.