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Mahatma Gandhi

 

Nas negociações que culminaram com a declaração da independência da Índia, em 15 de agosto de 1947, estava presente Mohandas Karamchand Gandhi, chamado Mahatma ("grande alma"). Nascido em Porbandar, em 1869, Gandhi cursou direito na Inglaterra. Em 1893, transferiu-se para a África do Sul, onde permaneceu durante 20 anos, defendendo a causa dos hindus emigrados e a idéia de que o bem-estar individual depende da felicidade coletiva.

De volta à Índia, ao tempo da Primeira Guerra Mundial, Gandhi incitou os hindus a apoiarem a Inglaterra, acreditando nas promessas de independência. Contudo, terminada a guerra, a Inglaterra aumentou a pressão sobre a colônia. O líder pacifista reagiu, pregando em numerosos movimentos regionais a não-cooperação, nunca violência. Daí, passou para uma campanha de âmbito nacional em que visava a libertação de seu país, submetido ao domínio inglês desde do século XVII. Em 1920, Gandhi aprovou a ruptura entre os chefes hindus e a Coroa britânica; dois anos depois, era condenado a seis anos de prisão.

Apesar da repressão violenta feita pela Inglaterra, a causa da Independência ganhou força. Em 1932, Gandhi foi preso novamente. Quando conseguiu a liberdade, empreendeu uma luta contra a marginalização dos "párias". Com isso, obteve a oposição dos sacerdotes de outras castas. Sucedeu-se novo período de prisão, de 1942 a 1944, que o abalou profundamente: sua mulher, Kasturbai, encarcerada com ele, não resistiu e morreu. Então, pressionado pelos partidos Trabalhistas e Liberal, o governo resolveu libertá-lo.

Mahatma Gandhi participou das negociações de libertação da Índia em 1947, mas assistiu contrariado à secessão do Paquistão e ao desencadeamento das hostilidades entre hindus e muçulmanos. Apesar de velho e enfraquecidos por numerosos jejuns, continuou seu papel de pacificador, pregando a reconciliação, de cidade em cidade. Gandhi foi assassinado em janeiro de 1948, em Nova Delhi.